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Telma Pereira – Especialista em Psiconcologia

 

Atendimento Psicológico

“A psiconcologia é uma aréa de estudo que possibilita a psicoterapia focada na saúde e no controle da doença. Em um número considerável de casos, há questões emocionais emergenciais que precisam ser resolvidas para que o paciente tenha um tratamento eficaz”, explica a psicóloga e especialista em psiconcologia , Telma C. Pereira Leite.

Telma atende pacientes e familiares em um dos consultórios multidisciplinares do COOP.

Para agendar um horário, fale com as recepcionistas da Clínica pelo telefone

45.3039-5888 ou 9915-0108

E-mail: telmapereirapsico@hotmail.com

 

Cuidar das emoções é uma importante estratégia para manter o equilíbrio e a qualidade de vida.

Veja abaixo outras orientações da nossa psicóloga.

Momento do diagnóstico

Diante do diagnóstico da doença, a sensação que predomina é a de perda da saúde e do status de saudável. A ameaça de que pode morrer também atormenta alguns pacientes. Nesse momento o paciente deseja falar da dor dele, da dificuldade em aceitar esse diagnóstico, mais que buscar respostas, o paciente deseja falar de sua dor. Ele coloca em palavras toda essa dor da perda e a dificuldade que está vivendo, então é preciso ouvir atentamente seu sofrimento, porque ser ouvido por um profissional é terapêutico, é como tomar um remédio, isso o ajuda a criar novas formas de enfrentar o problema e ressignificar a sua vida.

 

agua-do-mar-e-areia-4b013Como lidar com esse drama

A seriedade, objetividade e ética médica que interpelam o paciente a comprometer-se, engajar-se e entender o tratamento, bem como a gravidade da doença, pode ser sentida pelo paciente como ameaça. Além do mais, o estigma da palavra câncer levam muitos pacientes a acharem que morrerão no outro dia! E não é assim! É preciso unir forças e acreditar no próprio desejo de viver e de controle da doença. O acompanhamento psicológico possibilita ao paciente condições psíquicas de investir em si mesmo e participar ativamente no tratamento, sentindo-se confiante na reconstrução de sua saúde. Também ajuda o paciente a buscar um lugar minimamente confortável no enfrentamento das perdas. A autoimagem é afetada (perda de cabelo, ganho de peso, emagrecimento, alterações na cor da pele), porém o paciente compreende que pode lidar com tal alteração da imagem corporal, pois há a possibilidade de resgate de suas características pessoais, sendo possível que o cabelo e o corpo voltem a ser o que eram antes, havendo até a possibilidade de transformações ou mudanças para melhor.

 

Aceitar as mudanças

Adaptar-se às mudanças durante esse período de tratamento não é tarefa fácil, porém, se há o desejo (tanto do paciente, quanto dos familiares) de ajustar-se e enfrentar esse momento de maneira suficientemente tranquila , sustentando a fé na vida e em novos objetivos de vida, a mudança pode ser suportável.

É importante que a vida do paciente não mude tanto, ou seja, deve-se conservar a rotina o máximo que ele puder e se houver possibilidade, conservar minimamente cada qual a sua função dentro da família. Se o trabalho for motivo de realização e o desejo de trabalhar gerar pulsão de vida, vale a pena mantê-lo! O mesmo se aplica a atividade física a vida social!

 

Extended family in living room smiling

Apoio familiar eficaz

O carinho, amor e atenção dos familiares nesse momento de angústia são essenciais no processo de cura e alívio para o paciente, porém caso seja realizado de maneira errada, pode causar desconforto psíquico durante o tratamento. A cobrança dos familiares gera constrangimento e mal estar emocional em alguns pacientes. A família não deve exigir do paciente alegria, esperança o tempo todo, pressioná-lo a sorrir ou até mesmo cobrar que se alimente exageradamente, mudando completamente sua alimentação. O papel da família é se colocar no lugar do outro, falar pouco e ouvir mais, ser suporte e estar atenta ao que a pessoa está passando. Permitir que o paciente chore o luto de sua saúde e que reclame o suficiente para desabafar trará alívio e conforto.

 

Sofrimento psíquico:

Estar atento às reações emocionais de sofrimento do paciente durante o processo de tratamento é fundamental para a reconstrução da saúde. Caso as atitudes de tristeza e angústia persistam de maneira intensa, de forma que o próprio paciente ou seus familiares tenham dificuldade em suportar é necessário o acompanhamento psicológico. Saiba como identificar o sofrimento emocional que necessita ser tratado:

– Não demonstra nenhuma esperança de sucesso no tratamento.

– Inicia ou potencializa algum sintoma que compromete o percurso do tratamento, tais como náuseas e vômitos em excesso; ou até mesmo antes da quimioterapia iniciar; recusa em alimentar-se.

– Crises fóbicas ou de ansiedade (sente o coração bater muito rápido; falta de ar; sensação de morte eminente; distúrbios gastrointestinais em excesso não justificáveis como efeito colateral)

– Tristeza intensa.

– Queixa excessiva que enfraquece.

– Choro em excesso.

– Só fala da doença.

– Deseja permanecer isolado das outras pessoas grande parte do tempo.

– Dorme muito ou não dorme.

–Considerável resistência em fazer o que lhe era prazeroso.

 

Por que comigo?

Esse tipo de pergunta é comum entre pacientes, tendo em vista que esse momento de dor permite uma reflexão acentuada da vida, mas se culpar ou receber a doença como uma punição não é saudável! O câncer não é uma punição, pode ser uma consequência de uma vida que não é levada de maneira saudável, mas a culpa não edifica, atrapalha! A responsabilidade pode sim ser um caminho de reconstrução da saúde. O paciente precisa perceber que foi a sua genética que permitiu a reprodução de células doentes e pode ter sido influenciada por fatores biopsicossociais, os quais podem ser alterados a favor da vida!

 

Beautiful Young Woman Outdoor. Enjoy NatureDesejo de viver

Permitir que esse período de dor e sofrimento transforme-se em oportunidade de recomeço, em que a corajem de ser fiel aos próprios desejos seja retroalimentada, pois o que mantém a chama da vida são os objetivos de vida!

Alguns questionamentos são necessários nesse momento:

– O que eu quero?

– Estou sendo fiel aos meus desejos (valores, sonhos, projetos)?

– Eu vivo realmente do jeito que eu queria viver?

– Eu sou quem eu gostaria de ser?

– Eu estou de acordo com os valores nos quais eu acredito?

 

                                                                                   Seja o protagonista do seu tratamento

individializado

Como adquirir ânimo e ter desejo de viver recebendo um diagnóstico de câncer? O acompanhamento psicológico que o COOP oferece aos seus pacientes, possibilita a análise favorável à vida, oportuniza a reflexão de seus desejos e valores. “Quando o paciente gosta da sua vida, levanta da cama com ânimo, apesar dos problemas, e tem a fé de que tudo pode se resolver, ele está suficientemente engajado na vida para enfrentar os desafios. Manter ou criar essa postura no momento do diagnóstico é fundamental! Com esperança e objetivos de vida a chance de cura é um horizonte! O paciente pode ser o protagonista no processo de cura! O acompanhamento psicológico estimula o paciente a se autoanalisar e transformar sua vida para melhor”, destaca a psicóloga do COOP,Telma C. Pereira Leite.

 

História de superação

“Entre muitas histórias de superação que acompanhei,lembro de uma jovem ,de 22 anos, que foi diagnosticada com leucemia e iniciou um acompanhamento psicológico durante seu tratamento. Nas consultas colocava em palavras um sentimento de frustração intenso. Antes da doença, ela havia desistido de seus sonhos (estudar e ter uma profissão) por consideráveis motivos psicossociais. Não foi fiel aos seus desejos. Era casada, tinha uma filha e dedicava a vida à família. No período do tratamento, a jovem se autoanalisava, refletia como estava a vida dela naquele momento, se realmente estava feliz. Percebeu então que tinha abandonado muitos sonhos, principalmente de realizar-se profissionalmente, pode afirmar que não estava satisfeita com aquela vida e gostaria de ir além da função materna. A cada consulta a paciente estava mais confiante de que poderia produzir, se sentia fortalecida, com ânimo de viver e voltar a sonhar. Então durante o tratamento realizou o desejo de fazer uma faculdade. Da dor renasceu um sonho e de sua coragem e força nasceu a vitória. Seu caminho brilhou simplesmente porque ela acreditou em si mesma, tinha desejo de viver, amor pela vida e confiança inabalável. Ela foi protagonista da sua cura”, relata Telma C Pereira Leite , especialista em Psiconcologia.