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O impacto de uma doença como o câncer na família é muito grande, tendo em vista que esse diagnóstico irá demandar mudanças no cotidiano familiar, exigindo reorganização de atividades, além do abalo emocional e dificuldade para lidar com a doença. Esse período pode comprometer algumas relações familiares, gerando estresse, conflito e tensão, sentimento positivos e negativos, que deverão ser administrados da melhor maneira possível.


 


Como agir

É natural que uma mistura de sentimentos venham à tona nesse momento, tendo em vista que ninguém está preparado para sofrer e ver a pessoa que ama sofrer também. Dúvidas tomam conta da família. O que eu faço? Como cuidar do paciente? Ele vai morrer? Preciso parar de trabalhar?

O que é primordial e necessário é pelo menos tentar manter a calma e respirar. Informar-se sobre a doença, o tipo de tratamento e os possíveis efeitos colaterais é o primeiro passo, buscar orientação médica é fundamental e acreditar no processo de cura torna-se de extrema importância. Manter sua rotina de trabalho é também de muita valia, caso isso não seja possível, não se desespere, pense que esse será um tempo de doar-se para alguém que você ama muito e que por meio de você esse paciente poderá encontrar forças e lutar pela vida. Mas lembre-se, você não é responsável pelo estado emocional do paciente, por isso não se culpe de nada, você pode ser um porto seguro, alguém que irá apoiá-lo, mas você também tem uma vida, uma história que não pode parar porque tem um familiar doente. Você não deve permitir que o desgaste físico e emocional, que virão ao longo do tempo, tomarem conta da situação, para cuidar de alguém, precisamos estar bem psicologicamente e emocionalmente, por isso, olhe para você e depois auxilie o outro.

Adaptação

Adapte-se às mudanças

A rotina da família irá mudar nesse período, mas lembre-se que é uma fase e que a mesma irá passar. Organizar as tarefas e distribuí-las dentro da casa pode ser uma alternativa, assim não irá sobrecarregar ninguém, não tenha medo de pedir ajuda quando necessário. A alimentação também pode ser ajustada, tendo em vista que o paciente precisa se alimentar saudavelmente e isso será de benefício para todos da casa. Os sentimentos estarão à flor da pele, raiva, amor, frustração, culpa etc, porém, os limites de compreensão devem ser estabelecidos. Tentar pelo menos mudar a rotina o mínimo possível, se houver possibilidade, caso contrário, a paciência e o amor incondicional podem ser grandes aliados.


Promovendo  amorPromovendo amor

Se colocar no lugar do outro, transmitindo tranquilidade e auxiliando na qualidade de vida do paciente. Oferecer apoio e saber ouvir, sem falar demasiado. Você deve perceber em que momento pode ser útil, responsável e próximo ao doente. Respeite os limites do paciente, não cobre, não faça pressões ou exigências de alegria, deixe-o vivenciar a sua dor. Promova amor, busque juntamente com o paciente auxílio espiritual e ajuda profissional se necessário, essa carga não é somente sua, divida-a com outros.


Cuide de vocêCuidando de você

Está aqui a parte mais importante e eficaz de sua ajuda. Ter habilidade de cuidar de si próprio exige atenção e vigília diária. Sua ajuda só será eficiente se você estiver bem, se o seu físico e emocional estiverem equilibrados. Você também precisa desabafar, chorar se necessário, não exigir tanto de você o tempo todo, você é ser humano e tem limites, sofre também, respeite isso em você. Cuide de sua saúde, alimentação, não abandone a vida social. Reserve um tempo só para você, fazendo o que gosta, cuidando de seu visual e tirando o foco dessa doença e do paciente. Dormir de 6 a 8 horas por noite é fundamental, buscar ajuda espiritual pode trazer alívio ao seu coração e aceitar que essa doença é uma fase torna-se muito importante. Caso seu emocional esteja extremamente abalado e você não tenha mais forças de suportar a situação, busque ajuda profissional de um psicólogo.