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Perguntas frequentes dos familiares

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Alguém da minha família está com câncer. O que eu faço?

Primeiramente deve-se adquirir a calma nesse momento. Leia sobre a doença, mantenha-se informado sobre o tipo de tratamento e os possíveis efeitos no paciente. É importante nesse período não falar o tempo todo, mas pensar antes de pronunciar algo errado. Se puder, acompanhe o paciente nos tratamentos e consultas e esteja muito atento nas orientações do médico. Ofereça ajuda quando necessário. Cuide de sua saúde também, pois você precisa estar bem para ajudar a cuidar de seu familiar. Busque alguém de confiança para desabafar, você irá precisar, e tenha um tempo sozinho de relaxamento e de lazer. Procure tirar o paciente do foco da doença, conversando sobre outros assuntos, realizando atividades que aliviam o stress e dá prazer.

O câncer é hereditário?

Geralmente não. Há alguns casos que são herdados, como por exemplo, o desenvolvimento do retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que ocorre em crianças. Porém, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à ação dos carcinógenos ambientais, isso explica por que algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O câncer é contagioso?

Não. Mesmo os cânceres causados por vírus não são contagiosos como um resfriado, ou seja, não passam de uma pessoa para a outra por contágio. No entanto, alguns vírus oncogênicos, isto é, capazes de produzir câncer, podem ser transmitidos através do contato sexual, de transfusões de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injetar drogas. Como exemplos de vírus carcinogênicos, tem-se o vírus da hepatite B (câncer de fígado) e vírus HTLV – I / Human T-lymphotropic virus type I (leucemia e linfoma de célula T do adulto).

Como ajudar sem atrapalhar?

Nessa fase é normal querer ajudar o tempo todo o paciente e tentar animá-lo constantemente, porém a ajuda pode transformar-se em transtorno.  Procure ouvir o paciente, deixe o mesmo chorar e lamentar-se da doença. Não faça pressões e nem cobranças de alegria o tempo todo, afinal é um momento difícil e a dor precisa ser colocada para fora. Dê apoio, ofereça ajuda quando necessário, não faça perguntas e controle sua ansiedade.

Meu filho tem câncer, como devo agir?

Manter a calma irá ajudar nesse momento. Hoje em dia as chances de cura do câncer são grandes, principalmente em crianças. No caso de crianças, é importante que as mesmas saibam o que está acontecendo com seu corpo e as alterações que irão sofrer durante o tratamento, o ideal é solicitar orientação médica de como conversar com seu filho sobre isso. Não esqueça que há outros filhos também, que devem saber da situação do irmão e apoiá-lo e merecem sua atenção, não foque somente seus cuidados no paciente. Organizem as tarefas na casa durante esse período, não isolem o paciente da família, apenas tome cuidados recomendados pelo médico. Evitar lugares com muita gente num certo momento e não deixar seu filho ter contato com pessoas gripadas ou com tosse é muito importante, além de buscar evitar brincadeiras onde o mesmo possa cair e se machucar.

Preciso mudar toda a alimentação da família?

A alimentação balanceada é de extrema importância, tanto para prevenir o câncer quanto durante o tratamento da doença. Alimentar-se corretamente será importante para o paciente e para a família. Fazer um tipo de alimentação paralela à família, não é o ideal, pois o paciente pode sentir-se constrangido, já que há tantas mudanças nesse período. Geralmente todos da casa participam da mesma alimentação do paciente, já que trata-se de uma dieta saudável que beneficia no geral.

Em que momento devo procurar ajuda de um profissional caso meu familiar esteja descontrolado emocionalmente?

Caso as atitudes de tristeza e angústia persistam por mais de 15 dias de maneira intensa, faz-se necessário um acompanhamento psicológico urgente. Saiba como identificar esse descontrole emocional:

- Não demonstra nenhuma esperança que será curado.

- Muito depressivo.

- Triste.

- Choro em excesso.

- Reclama demais.

- Só fala da doença.

- Deseja permanecer somente no quarto.

- Dorme muito ou não dorme nada.

- Se isola demais.