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Câncer de mama: falsas ‘dicas’ para tratar a doença prejudicam pacientes

3/10/2018
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60 mil novos casos de câncer de mama podem ser diagnosticados no Brasil até 2019, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com o “susto” inicial do paciente que recebe esse diagnóstico, muitas mulheres começam a pesquisar sobre o tema e ainda se deparam com notícias falsas (“fake news”) que circulam sobre o tema, que vão de tratamentos a diagnósticos.

Essas notícias podem prejudicar o tratamento correto da doença e até fazer com que a paciente abandone o acompanhamento médico.

Para evitar o risco, veja as principais notícias falsas sobre o câncer de mama

Cremes, pomadas ou chás podem curar o câncer

Falso. Nenhuma dessas substâncias tratam ou evitam a doença. Evandro Fallacci explica que as alterações que desencadeiam o câncer começam no interior das células promovendo um crescimento descontrolado, por isso não podem ser evitadas com tratamentos alternativos. “Não existem relatos na literatura médica de que cremes e pomadas possam tratar câncer. Claro que manter uma vida saudável com boa alimentação, exercícios regulares, uso de protetor solar e boas noites de sono podem fortalecer o organismo, mas não evitam a maioria dos tipos de câncer”, diz o médico. Os tumores de pele são uma exceção, já que normalmente são prevenidos com o uso de bloqueadores dos raios solares.

Ter silicone faz com que a mulher tenha mais chances de ter câncer de mama

Falso. O especialista explica que não existem relatos científicos de que a doença seja desencadeada pelo uso de próteses de silicone. “O que acontece muitas vezes é que a mulher se preocupa com a estética do seio e deixa de fazer a visitar regularmente o mastologista para exames anuais. Com isso a doença pode desenvolver-se sem diagnóstico precoce, mas não por causa da prótese”, diz.

Existem combinações de remédios de farmácia que substituem a quimioterapia

Falso. A quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia são etapas fundamentais do tratamento do câncer de mama. Em alguns casos, elas podem ser combinadas. “Cada paciente deve ser tratada de maneira única” explica o mastologista.

Apenas mulheres acima dos 50 anos podem ter câncer de mama

Falso. Apesar de raro, existem mulheres que desenvolvem a doença mais cedo do que a maioria por uma predisposição genética ou por outros fatores como exposição excessiva à radiação na região do tórax. “Por isso, é muito importante fazer o autoexame e ir ao ginecologista regularmente”, lembra Evandro.

Se o resultado da mamografia der alterado a paciente está com câncer

Falso. Qualquer alteração deve ser vista com atenção, seja na mamografia ou durante o autoexame das mamas. No entanto, nem todas são malignas (cancerígenas). O exame pode indicar também cistos, nódulos e calcificações. O ideal é, sempre que detectada uma alteração, que a paciente procure um mastologista para esclarecimento e acompanhamento.

Apenas um exame é necessário para ter o diagnóstico de câncer de mama

Falso. Além da mamografia, outros exames complementares podem ser feitos dependendo do tipo e volume da mama, da idade e da presença de implantes mamários e histórico familiar. A ultrassonografia e a ressonância magnética são exemplos de exames complementares.