45 3039.5888

VOLTAR

Mulher jovem também deve se prevenir contra câncer de mama

19/10/2019
Você está em:
Home » Notícias » Mulher jovem também deve se prevenir contra câncer de mama

20170721_00_cancerdemama-1

 

As mulheres com menos de 40 anos estão entre as que menos são diagnosticadas com câncer de mama. Atualmente, estatísticas apontam que cerca de 5% dos casos são de jovens nesta faixa etária. Porém, especialistas alertam que isso não é motivo para que elas se descuidem quando o assunto é prevenção.

Segundo médicos, a maioria dos casos de câncer de mama em mulheres jovens são de tumores mais agressivos, que menos respondem ao tratamento e são diagnosticados em estágios mais avançados.

“Não é regra, mas a maioria dos casos de câncer em mulheres mais jovens tem comportamento de crescimento mais rápido”, afirmou a mastologista Giovanna Azevedo Gabriele Carlos, do Hospital São Camilo.

A médica ressalta que os casos são descobertos em estágios mais avançados porque os exames preventivos, como a mamografia, não são indicados para as mulheres jovens, pois nesta idade elas têm muitas glândulas mamárias que podem ser confundidas com nódulos.

Segundo o mastologista Alexandre Pupo Nogueira, do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, os cânceres em mulheres mais jovens geralmente têm relação com a hereditariedade (quando há casos na família) ou com a mutação genética, ou seja, quando as células do corpo têm predisposição para desenvolver o tumor.

“A mutação genética em si não causa o câncer, mas torna mais fácil que a célula, sob determinado estímulo, se torne cancerígena”, afirmou Nogueira.

O mastologista ressalta que a prevenção começa com uma “boa conversa” no consultório para saber o histórico da família. “Se tiver casos de câncer de mama ou ovário já é considerado grupo de risco e a mulher é encaminhada para acompanhamento”, disse.

Especialista recomenda que mulheres se conheçam
A recomendação dos especialistas para as mulheres que têm menos de 40 anos e querem se prevenir do câncer de mama vai muito além da boa alimentação, atividade física e o autoexame. Segundo a mastologista Giovanna Azevedo Gabriele Carlos, da Rede de Hospitais São Camilo, é fundamental o autoconhecimento.

A mastologista explica que o autoexame é complementar e não substitui o ultrassom e a mamografia. “O que eu recomendo mesmo é que as mulheres se conheçam. Ninguém é simétrico, nenhum lado [do corpo] é igual ao outro e nenhuma mama é igual a outra. Por isso, é importante a mulher se conhecer para saber quando algo está errado”, afirmou Giovanna.

Segundo a especialista, o autoconhecimento é fundamental para a mulher poder se cuidar, inclusive fazendo o autoexame da mama sempre após a menstruação. “E quando houver qualquer suspeita ou alteração, a mulher deve procurar um médico para fazer os exames complementares”. Além disso, a médica recomenda atividade física, alimentação saudável, evitar o cigarro e anticoncepcional como prevenção.



Câncer de mama

  • É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam e formam um tumor
  • É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres depois do de pele não melanoma

Casos
– Representam de 29% dos novos casos de câncer a cada ano
– Estimativas de novos casos: 59.700 (2019)
– Mortes: 16.927, sendo 203 homens (2017)

Incidência
– Mais comum em mulheres a partir dos 50 anos
– Menos agressivo
– Se desenvolve mais lentamente

Entre as mulheres com menos de 40 anos a incidência é de 5%
– Mais agressivo
– Diagnosticado em estágio mais avançado
– Responde menos aos tratamentos
– Mais associado à hereditariedade

Fatores que aumentam o risco

Ambientais e comportamentais

– sobrepeso e obesidade após a menopausa
– sedentarismo
– consumo de bebida alcoólica
– exposição frequente a radiações (raios-X)

Histórico reprodutivo e hormonal
– primeira menstruação antes de 12 anos
– não ter filhos
– primeira gravidez após os 30 anos
– menopausa após os 55 anos
– uso de pílulas anticoncepcionais
– ter feito reposição hormonal, principalmente por mais de cinco anos

Genéticos e hereditários
– casos de câncer de ovário e de mama na família
– alteração genética

Sintomas
– Nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor
– Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
– Alterações no mamilo
– Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
– Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

Diagnóstico
– Exame clínico das mamas
– Mamografia
– Ultrassonografia
– Ressonância magnética

Tratamento
É definido de acordo com as características do tumor e as condições da paciente, podendo ser:

– Cirurgia para retirada do tumor ou da mama
– Radioterapia
– Quimioterapia
– Hormônioterapia
– Terapia biológica

Prevenção
– praticar atividade física
– alimentação saudável
– manter o peso adequado

Fonte: Agora São Paulo