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Sexo e o tratamento oncológico

2/12/2018
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jenna-jacobs-533666-unsplash-940x627As mudanças sexuais causadas pela quimioterapia são diferentes entre homens e mulheres. Nas mulheres, a quimioterapia altera os ovários e causa mudanças no nível hormonal. Essas alterações podem causar a menopausa precoce e a falta de lubrificação vaginal.

Nos homens, a quimioterapia também afeta os níveis hormonais, fazendo decair a taxa hormonal de sangue para o pênis ou danificando os nervos de seu controle, causando assim, a impotência.

Todas essas condições dependem dos problemas que você teve anteriormente, do tipo de quimioterapia que você irá receber ou se você já teve outra doença. Alguns problemas, como a perda do apetite sexual, estão propensos a ocorrer quando a quimioterapia estiver acabada. Entre os sintomas, podem ser citados:

Para mulheres:

Falta de lubrificação vaginal
Sintomas da menopausa (quando a mulher ainda não está na menopausa)
Sentimentos de stress, preocupação e depressão que impendem as relações sexuais.
Ondas de calor
Irritação
Interrupção do período menstrual ou ausência de menstruação
Coceira vaginal
Estar cansada de sexo ou não ter interesse em sexo

Para homens:

Não conseguir alcançar o clímax
Impotência (incapacidade de ter ou de manter uma ereção)
Se sentir muito cansado para ter sexo ou não ter interesse em ter sexo
Se sentir muito cansado, preocupado e deprimido para ter sexo.

Alguns pontos importantes para manter a vida sexual durante ou após o tratamento do câncer:

  • Aprenda tanto quanto você puder sobre os possíveis efeitos do tratamento sobre a sexualidade. Converse com seu médico sobre o que você deve esperar e como você poderá gerenciar cada questão.

 

  • Lembre-se que, independente do tipo de tratamento que esteja fazendo (ou fez), você ainda será capaz de sentir prazer ao ser acariciada. Alguns tratamentos de câncer, exceto os que afetam algumas áreas do cérebro ou da medula espinhal, danificam os nervos e os músculos envolvidos na sensação de prazer e do orgasmo. Por exemplo, as mulheres com vaginas estreitas e secas podem atingir o orgasmo por meio de carícias nos seios e genitália externa. Para pacientes com câncer, o toque sexual pode ser satisfatório. Prazer e satisfação são possíveis, mesmo se alguns aspectos da sexualidade tenham mudado.

 

  • Tente manter uma mente aberta sobre as formas de sentir prazer. Alguns casais têm uma visão estreita do que a atividade sexual significa realmente para eles. Se ambos os parceiros não podem atingir o orgasmo durante a penetração, podem se sentir decepcionados. Mas, para pacientes em tratamento do câncer, pode haver momentos nos quais a relação sexual não é possível. Isto pode dar chance de aprender novas maneiras de fazer e sentir prazer sexual. Você e seu parceiro podem se ajudar e, atingir o orgasmo através de toques e carícias. Às vezes, só carinho pode ser prazeroso. Não evite o prazer sexual só porque mudou sua rotina.

 

  • Tenha claro que a conversa com seu parceiro é uma via de duas mãos, assim como a conversa com seu médico. Se você se sente envergonhada de perguntar ao seu médico se a atividade sexual é adequada, você nunca vai descobrir. Converse com seu médico sobre sexualidade e câncer e comente com seu parceiro o que você aprendeu. Caso contrário, seu parceiro pode ter medo de machucá-la durante o sexo. Uma boa comunicação é a chave para ajustar sua rotina sexual, quando o câncer muda seu corpo. Se você se sentir fraca ou cansada e deseja que seu parceiro assuma um papel mais ativo, diga isso a ele. Se alguma parte do seu corpo se encontra sensível ou dolorida, você pode guiar o toque e carícias do seu parceiro para criar maior prazer e evitar desconforto.

 

  • Aumente sua autoestima. Lembre-se de suas qualidades. Se você perder o cabelo, você pode escolher entre usar uma peruca, chapéu ou lenço se lhe faz sentir mais confortável. Algumas mulheres preferem não usar nada na cabeça. Se você fez uma mastectomia pode colocar uma prótese. E fazer tudo o que lhe faz sentir bem. Comer direito e praticar exercício também podem ajudar a manter seu corpo e seu espírito fortes. Você também pode procurar ajuda profissional, se estiver deprimida.

Como o Tratamento do Câncer afeta o Desejo Sexual

  • Ausência de Desejo

A falta de desejo tanto do homem quanto da mulher pode acontecer durante o tratamento do câncer, ou pelo menos por um determinado período de tempo. Em primeiro lugar, a preocupação pela sobrevida é tão grande que o sexo pode não ser uma prioridade. Poucas pessoas sentem interesse por sexo quando sentem que suas vidas estão ameaçadas. Quando se encontram em tratamento, as pacientes podem perdem o desejo devido a fadiga, depressão, náusea, dor ou preocupação. Tratamentos que alteram o equilíbrio hormonal normal também podem diminuir o desejo sexual.

Se houver problemas no relacionamento, um dos parceiros ou ambos podem perder o interesse no sexo. Qualquer emoção ou pensamento que impeça que uma mulher se sinta estimulada pode interferir no desejo sexual. Pensamentos negativos podem impedir que a mulher fique excitada. A vagina pode ficar mais estreita e seca, o que pode fazer a penetração vaginal desconfortável ou dolorosa. Muitas pacientes com câncer se preocupam com a possibilidade de seus parceiros terminarem o relacionamento devido às mudanças em seus corpos ou mesmo pela palavra “câncer”. Estas preocupações também atrapalham o desejo sexual.

  • Dor

A dor é um problema comum nas mulheres durante a penetração vaginal. Muitas vezes está relacionada as alterações nos tecidos vaginais e à intensidade da secura vaginal. Estas mudanças podem ocorrer após cirurgia pélvica, radioterapia, menopausa ou algum tipo de tratamento que tenha afetado a produção de hormônios da mulher.

Às vezes a dor desencadeia uma alteração denominada vaginismo. Nesse caso, a mulher tem os músculos ao redor da abertura da vagina rígidos sem que ela mesma saiba. Isso dificulta a penetração vaginal. Tentar penetrar com mais força aumenta a dor, porque os músculos vaginais se contraem em um espasmo. O vaginismo pode ser tratado com psicoterapia e algum treinamento especial de relaxamento.

  • Menopausa Precoce

Outra forma frequente em que o tratamento pode afetar a vida sexual de uma mulher é a menopausa antes do esperado, o que é denominado menopausa precoce. Os sintomas são mais abruptos e intensos do que as alterações paulatinas que acontecem durante a menopausa natural. Quando os ovários de uma mulher são removidos como parte do tratamento do câncer, ou quando os ovários param de funcionar por causa da quimioterapia ou radioterapia pélvica, a perda de estrogênio pode causar ondas de calor e atrofia vaginal (vagina rígida e seca). Algumas mulheres podem fazer reposição hormonal para ajudar com estes problemas.

As mulheres que têm a menopausa precoce às vezes têm níveis baixos de andrógenos. Isso pode estar ligado à diminuição do desejo sexual, mas essa relação não está clara. A terapia de reposição de andrógeno (testosterona) mostrou que melhora a função sexual, mas existem preocupações com a segurança, o que impediu que o FDA (Food and Drug Administration – Órgão que regula a liberação de medicamentos dos EUA) aprovasse os suplementos de testosterona para essa finalidade. A testosterona não foi estudada em mulheres com câncer.

Se você está pensando em usar hormônios, é importante conversar com seu oncologista para entender os benefícios e os possíveis riscos dessa terapia.

  • Orgasmo

As mulheres são capazes de ter orgasmos após o câncer, apesar da doença ou seu tratamento atingir áreas nervosas da medula espinhal que podem tornar a região genital insensível. Mas, mesmo com danos na medula espinhal, existem evidências de que o orgasmo é possível, pelo menos em algumas mulheres.

Às vezes problemas como dor durante a relação sexual podem não permitir que a mulher atinja o orgasmo. Em alguns casos, a mulher pode tentar posições diferentes ou tipos de toque e carícias genitais que a estimulem.