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Perguntas frequentes

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Estou com câncer e agora?

Informe-se bem sobre a doença que você tem. Não tenha receio de perguntar para o médico as reais dúvidas  e esteja pronto para eventuais respostas que possam te decepcionar. Tenha sempre um familiar na consulta. Não precisa esconder de ninguém a doença e não pense que buscar apoio seja um atestado de fraqueza, peça ajuda se necessário.

O que é câncer?

É uma doença caracterizada por um crescimento desordenado de células, ou seja, crescem além do que deveriam e não para.

Qual é a causa do câncer?

Pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Esses fatores podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais. Algumas pesquisas apontam que 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos, como o cigarro e a exposição excessiva ao sol, outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, já outros fatores ainda são completamente desconhecidos.

O câncer é hereditário?

Geralmente não. Há alguns casos que são herdados, como por exemplo, o desenvolvimento do retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que ocorre em crianças. Porém, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à ação dos carcinógenos ambientais, isso explica por que algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O câncer é contagioso?

Não. Mesmo os cânceres causados por vírus não são contagiosos como um resfriado, ou seja, não passam de uma pessoa para a outra por contágio. No entanto, alguns vírus oncogênicos, isto é, capazes de produzir câncer, podem ser transmitidos através do contato sexual, de transfusões de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injetar drogas. Como exemplos de vírus carcinogênicos, tem-se o vírus da hepatite B (câncer de fígado) e vírus HTLV – I / Human T-lymphotropic virus type I (leucemia e linfoma de célula T do adulto).

Quais são as pessoas que estão sob risco de desenvolver o câncer?

Não há pessoa específica, qualquer indivíduo pode desenvolver a doença. A incidência do câncer aumenta com a idade, pois a maioria dos casos ocorre entre adultos de meia idade ou mais velhos. O risco relativo mede a relação existente entre os fatores de risco e o câncer. Ele compara o risco de um câncer se desenvolver em pessoas com determinada exposição ou característica ao risco observado naquelas pessoas sem essa exposição ou característica. Por exemplo, os fumantes têm um risco relativo 10 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão quando comparados aos não fumantes. A maioria dos riscos relativos não apresentam essa dimensão. Por exemplo, as mulheres com uma história familiar em primeiro grau de câncer de mama (ocorrência da doença em mãe, irmã ou filha) têm cerca de duas vezes mais risco de desenvolver câncer de mama, quando comparadas às mulheres que não apresentam essa história familiar.

Todo tumor é câncer?

Não. Nem todo tumor é câncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Quando o tumor se dá por crescimento do número de células, ele é chamado neoplasia – que pode ser benigna ou maligna. Ao contrário do câncer, que é neoplasia maligna, as neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, e apresentam limites bem nítidos. Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases. O lipoma e o mioma são exemplos de tumores benignos.

O câncer pode ser prevenido?

Alguns cânceres podem ser prevenidos sim, como aqueles causados pelo tabagismo e pelo uso de bebida alcóolica. Outros que estão relacionados à dieta também podem ser prevenidos. Evidências científicas sugerem que aproximadamente um terço das mortes por câncer estão relacionadas a neoplasias malignas causadas por fatores dietéticos. Além disso, muitos cânceres de pele podem ser prevenidos pela proteção contra os raios solares. Exames específicos podem detectar o câncer de mama, cólon, reto, colo de útero, próstata, testículo, língua, boca e pele em estádios iniciais, quando o tratamento é mais facilmente bem sucedido. Autoexames de mama e pele podem também resultar no diagnóstico precoce de tumores nessas localizações.

Desenvolver um câncer é um castigo?

Não, isso é um verdadeiro mito, uma fantasia. Há inúmeras causas para o câncer, como fatores externos e internos. O tabagismo, o consumo excessivo de álcool, maus hábitos alimentares e sedentarismo, são os principais responsáveis pelos casos de câncer, dentre outros.

Em que consiste o tratamento do câncer?

Tudo vai depender do estágio da doença e tipo de câncer desenvolvido, mas no geral o tratamento pode ser realizado por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, utilizadas de forma isolada ou combinada, dependendo do tipo celular do órgão de origem e do grau de invasão do tumor.

QuimioterapiaComo vou me sentir durante a quimioterapia?

Cada paciente reage de uma maneira, esse comportamento é completamente individual. É levado em consideração fatores como o estado de saúde antes do tratamento, como reagiu a outros eventos estressantes ou outras doenças, tipo de câncer, protocolo de quimioterapia prescrito, hábitos de vida, estado nutricional, suporte que recebe da família, amigos, dentre outros. Os efeitos colaterais mais frequentes são: cansaço, enjoo e diminuição das defesas do organismo. No entanto, existem estratégias eficazes para prevenir e manejar estes e outros eventos adversos que possam ocorrer. Não é raro um paciente não perceber “alterações físicas” durante o tratamento.

Toda quimioterapia faz cair o cabelo?

Não. A queda de cabelo depende do tipo de quimioterapia usada e da sensibilidade do paciente ao tratamento. É importante lembrar que a queda de cabelo é temporária, isto é, após o término do tratamento, o cabelo volta a crescer normalmente.

Após receber o diagnóstico do câncer, devo parar de trabalhar?

É aconselhável o paciente tentar manter sua rotina e trabalho normalmente. Entretanto,novas atividades farão parte do dia a dia, como consultas médicas frequentes, exames invasivos e tratamentos demorados, como a quimioterapia. Tudo isso pode afetar o seu estado geral e demandar mudanças.

Atividade físicaPosso realizar atividades físicas durante o tratamento?

O ideal é solicitar orientação médica para fazer qualquer tipo de exercício, tendo em vista que há alguns tipos de câncer em que não são permitidas essas atividades. Mas se você já tem o hábito de praticar atividade física, apenas informe o médico, pois tentar manter sua rotina de atividades o mais normal possível é muito saudável.

Posso tomar sol durante o meu tratamento?

Faz-se necessário esclarecer com o médico qualquer dúvida sobre o tratamento, considerando que alguns quimioterápicos podem aumentar a sensibilidade das células da pele e, se exposta ao sol, podem ocorrer manchas ou até mesmo queimaduras.